A verdadeira essência magna do mundo que reveste o universo da saúde está nas próprias pessoas que fazem parte deste planeta, com a sua rubrica de ser biologicamente social. A vastidão de culturas que preenchem os pontos ínfimos da superfície da Terra poderão um dia nos surgir nas nossas faces surpreendentemente, sem esperarmos por nada, uma simples surpresa, uma rajada de vento que nos atinge a cara. Porventura, há algo que nos cobre a superfície de todo o nosso meticuloso corpo, que simplesmente é o nosso maior tesouro… Um tesouro que irremediavelmente é uma posse, mas no fundo é uma partilha recíproca… Sendo a maior preciosidade que rejubilamos, é através dela que a tudo podemos chegar e alcançar, sejam quais forem os horizontes que nos trespassem a íris da mente… E assim, perante o ar da personagem que nos aparecerá á frente, apenas lhe podemos mostrar este nosso tesouro que desde logo nos preenche a cara… É logo através dos nossos olhos, expressões faciais que iremos expressar aquilo que guardamos, aquilo a que nos propusemos a ser toda a vida: dar a mão ao outro… E lá no ínfimo do coração que revolve a figura que nos tinge o nosso olhar, exulta-se um sentimento de um querer de ajuda, de querer receber um pequeno pedaço de confiança do nosso tesouro… Contudo, ele também não é egoísta! Sem demoras, apesar de poder até estar a expressar as maiores dores que lhe podem atravessar as ligações sinápticas dos neurónios motores de todo o corpo, há sempre um bocadinho do tesouro dele, também para partilhar connosco, um olhar que diz “Ajuda-me! Eu confio nas tuas mãos!”.

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