quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Relatividade Cultural







Simplesmente a linguagem que o mundo pintou… A verdadeira essência do seu coração retrata a imaginação biologicamente exponencial que nos é depositada e alargada na nossa mente…
Os milhões de anos que marcam o nosso surgir, transportam algo que no seu íntimo significado é determinadamente intemporal… O tempo não consegue transpor os limites desta barreira… Aquele que é um grande sonho humano, uma fantasia elaboradamente criada no nosso cérebro, para esse determinado algo, é uma pura realidade inocente… Cuja verdade é exemplificada no povo romano, extinto no seu ser, mas vivo na sua alma… A criação de Rómulo e Remo no seu invisível faz parte indubitavelmente da história que nós hoje próprios construímos e desenvolvemos…As raízes carnudas e grossas que sustentam a nossa língua, transporta na sua seiva uma base comum, o latim… Doravante a intemporalidade não é a única característica marcada… As múltiplas e mútuas convivências interpessoais estabelecidas no meio em que surgimos, tal como também as nossas próprias experiências pessoais fazem parte deste algo e esse algo faz parte de nós… É a razão profunda de nós sermos e existirmos… Um sistema auspicioso que num perfeito equilíbrio dinâmico, está sempre em constante transformação e alteração… É a cultura…
Itália, 28 de Dezembro de 1513… Leonardo Da Vinci encontra-se na sua humilde e minuciosa casa, na província de Vinci, região de Florença… O mais pitoresco pormenor de uma habitação é o retrato da placidez intelectual do indivíduo que a habita… A lenha de abeto arde ao saber do tempo na lareira que mostra em cada detalhe ínfimo, um tom enegrecido, fruto dos anos que lhe pairam e da fuligem que a cobre… A tarde de Inverno mostra-se rigorosa e Da Vinci sem nada com que se entreter monta o tripé de madeira de salgueiro junto á lareira e coloca sobre o mesmo uma tela branca…Lembra-se que lhe falta a palete de cores e o seu pincel de crina de cavalo Lusitano, o seu preferido. Num impasse, vai buscá-los, e resguarda-se novamente junto ao borralho… Tal como a obra começa a surgir pelas mãos do seu criador, assim também a cultura num processo idêntico regurgitou, estando-se sempre a desenvolver e a renascer: uma verdadeira Fénix, figura mitológica que renasce das cinzas e que apresenta uma figura totalmente nova após cada renascimento… A cultura é um verdadeiro conjunto de processos, que leva á elaboração de um quadro pintado a tinta de óleo, tal como é incluída a própria obra que está fugaz na mente de Da Vinci…
A cultura é um produto final inacabado, tal e qual como uma pintura exposta numa tela… Ambas, de maneira alguma, não são independentes, estando-lhes sempre associadas um conjunto de cadeias causais e elementos fundamentais que lhes dão origem…
A “ simples e banal” tela é o local onde todo o enredo ocorre, onde a criação é feita… Numa pura analogia compara-se a tela de Da Vinci ao mundo que habitamos… É o local onde a cultura é produzida, género de um suporte que a sustenta e lhe fornece um conjunto de múltiplas capacidades para a construir… O mundo permite que surjam as mais variadas culturas, tal como hoje em dia podemos percepcionar em relação àquilo que nos rodeia, a cultura americana, sul africana, a Boximane, entre outras… Porventura não basta somente termos uma tela para que a obra nasça na sua máxima peculiaridade... Não há quadro sem pincéis nem tinta, tal como não há cultura sem matéria-prima que a desenvolva… Surge então a língua característica de cada povo, tal como os boximanes falam uma língua do grupo Khoisan, os americanos falam americano, o portugueses falam português, entre outras culturas que falam determinada língua específica; o modo e os materiais que se constroem as casas e as diversas habitações: enquanto que os boximane usam madeira, peles e palha para construírem a sua casa, que não passa de uma mera tenda, os americanos usam principalmente cimento e betão para construírem as suas habitações pomposas… Também o modo de obter comida que para os boximane se traduz na caça, o modo de viver e partilhar com os outros, os meios de transporte e até o universal beijo fazem parte de um conjunto de matérias primas, que manufacturadas permitem fazer surgir novas culturas, diferentes de todas as outras, mas mais do que tal, permite que as culturas já existentes estejam sempre num processo de desenvolvimento…
A pintura de Leonardo Da Vinci não pode ser concluída no seu máximo esplendor… Não basta a tinta, o pincel e a tela… É preciso algo mais do que especial, uma mente com uma singularidade unicamente criadora e imaginativa… Esse algo e ser humano… Se não fosse Da Vinci, através das suas múltiplas capacidades intelectuais , mentais e cognitivas, traduzidas nos infinitos rabiscos oleosos implementados na tela, nada era feito… A individuidade de cada individuo faz com que nenhum dos biliões de seres terrestres partilhem a mesma história, as mesmas ideias, os mesmos gostos e costumes… É através desta particularidade, desta fonte insaciável de imaginação que conseguimos dar uma voz ao mundo e ás matérias primas que ele nos presenteia, sendo essa voz, a diversidade cultural existente no globo… Podíamos ter os originais “Starry Night” e “Mona Lisa” á nossa frente e sabermos que para a sua elaboração foi usado o mesmo tipo de tinta e tela, contudo são formas de arte completamente diferentes, resultado da imaginação fértil de dois indivíduos diferentes… Podemos considerar a objecção de que quadros de um mesmo pintor são sempre diferentes… Sem dúvida uma preposição verdadeira, porventura há traços que os sustentam a todos, características iguais em todos eles,  o ADN do seu criador…
A cultura recorre ao mesmo método, á mesma concepção… A cultura é o homem e o homem é cultura… Através da criatividade única e transcendente, conseguimos criar as múltiplas sociedades e civilizações, e as mesmas também fazem de nós o ser humano biologicamente social… Os nossos princípios e valores excepcionais fazem-nos lutar por aquilo que acreditamos, criando assim diversas e exclusivas culturas… Tal como certas culturas acham que uma garrafa de Coca-Cola é prejudicial á sua mesma cultura, , é porque esta ostenta a ideia de que esta pode ser prejudicial para a mesma… Por exemplo, a cultura Boximane não aceita a garrafa de Coca-Cola. Porventura se viajarmos até ao outro lado do mundo, aos Estados Unidos da América, reparamos que a sociedade americana já não vive sem a mesma garrafa, isto devido á sua única mentalidade, diferente da dos Boximane. Diferentes mentalidades, dedutivamente resultam em culturas obviamente diferentes… Mais do que importante é saber conseguir compreender estas grandes diferenças, e aceitá-las dentro dos seus próprios moldes e padrões culturais…Um mundo em que todos as pessoas se compreendem e entendem, é um mundo mais feliz e melhor… Isto é a relatividade cultural…



                                                                       Henrique Aidos; Reflexão "A Relatividade Cultural"

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Funcionamento Cerebral X Comportamento Humano

 
 
 
 
 O cérebro é uma linguagem do mundo…Simplesmente remete e transmite de uma maneira transfigurada aquilo que no nosso dia-a-dia temos o hábito de reparar, olhar e percepcionar … A não colinearidade dos conceitos que biologicamente transformam e formam o mundo leva a que o homem se depare pontualmente com situações, objectos ou outros, e, que incrivelmente leva a que o seu cérebro se adapte a essas mesmas situações, alterando consequentemente e possivelmente o comportamento do sujeito perante o meio. Tal processo pode-se comparar perfeitamente ao sistema funcional de uma simples e descomplexa borracha “Maped”. Parece-nos irreal esta situação, a comparação de um cérebro, que ainda mal sabemos de todo o seu teórico potencial, a um objecto branco, moldável e banal do nosso dia-a-dia…Tal como uma borracha se molda quando a comprimimos de modo a apagar alguma rasura ou outro, em consequência do meio a que a submetemos, seja uma folha com uma textura lisa ou rugosa, seja uma folha grossa ou lisa, o nosso cérebro funciona tal e qual como esta nossa borracha. Conforme as experiências de um indivíduo, conforme o meio a que se submete e as exigências a que esse meio o propõe, o cérebro irá moldar-se de modo a satisfazer as necessidades do homem e do meio. Se o cérebro se modifica, indubitavelmente o comportamento também se alterará. A este fenómeno incoerentemente simples designamo-lo por plasticidade cerebral.
O nosso cérebro é o âmago da nossa personalidade, tanto a nível ontogenético como a nível filogenético…A filogenidade do nosso cérebro é o resultado de milhões e milhões de nãos da evolução de uma espécie, a nossa espécie…Aquilo que nos caracteriza como Homo Sapiens Sapiens são o conjunto de capacidades superiormente complexas que nos determinam como tais e que mais nenhum ser é dotado da tais qualidades intelectuais. O nosso pensar, o exprimir das nossas emoções, tais como a alegria e a tristeza, a nossa capacidade de tomar decisões e prever o futuro são complexidades comportamentais do “eu” humano, inteiramente percutidas pelo foro do nosso cérebro…Uma zona específica do nosso cérebro, mais especificamente os lóbulos pré-frontais são responsáveis pela nossa imensidão mental e consequentemente comportamental…Contudo nem só estas áreas nos caracterizam como pessoas…
O carácter ontogénico remete-nos para uma caracterização mais pormenorizada do que é o nosso actual presente cerebral…Corresponde à individualidade, mais verdadeiramente à individualidade cerebral que cada indivíduo apresenta. A dedução de que todos os indivíduos são diferentes, e que consequentemente apresentam atitudes comportamentais distintas, conduz à concepção da multiplicidade cerebral. O cérebro humano é determinadamente tão específico para cada ser, que até os gémeos univetilinos ou homozigóticos apresentando a mesmas base genética, em que o mais ínfimo pormenor tal como a ponta de um cabelo é igual entre os dois sujeitos, estes diferem inteiramente na sua estrutura cerebral e por sucessão, comportamental…
Nos inícios dos anos setenta, quando o avanço tecnológico regurgitou o universo dos computadores, em muitas comparações entraram estas potenciais máquinas, tais como a que me lembra a comparação de um computador muito lento e retrógrado, ao funcionamento do corpo humano. Em contrapartida explicitavam que computadores mais sofisticados a nível de cálculo e processamento de dados eram comparados a pequenas e simples bactérias de funcionamento inato…Somente uma década mais tarde, um indivíduo, um neurocientista, cujo nome não me relembro, se muniu de todos os seus factos e estudos, relacionando assim o funcionamento cerebral ao mecanismo interactivo de um computador…
Em suma uma verdade universal…Os componentes funcionais especializados de um computador, tais como se constam, a motherboard, o disco rígido, a placa gráfica, entre outros, dizendo assim, realizam-se uns aos outros, ou seja, implicam-se mutuamente na função de concretizar os grandes mecanismos complexos que os caracterizam…Porventura basta recorrer à imaginação para notarmos o que ocorre, quando por exemplo a motherboard deixa de funcionar. A robótica comportamental em parte se altera…Apesar de todas as outras áreas recobrirem os requisitos mínimos para funcionarem, estas não possuem algo estimulador que as coloca a funcionar: o estado correcto da motherboard…
O nosso cérebro é o papel químico de toda uma geração de computadores… Este apesar da sua elevada especialização em diversificadas áreas, é um autêntico sistema unitário e interactivo que funciona de forma sistemática e integrada…Recorramos a uma experiência mental para a complexidade desta anatomia…Imagine-mos então um determinado professor, o “Professor T” que está a falar com o seu aluno preferido, o “Aluno C”, e diz-lhe: “Dá-me o telemóvel…”.  Enquanto que intimamente uma determinada e específica área do hemisfério esquerdo do “Professor T” produziu a linguagem verbal para o respectivo aluno, uma outra determinada área concreta do seu hemisfério direito realçou a entoação irónica do que este dizia. Se por azar do “Aluno C”, a respectiva determinada área direita do “Professor T” não funcionasse, este já não poderia saber se o seu professor estaria a falar a brincar, como normalmente o faz…
Hoje em dia sabe-se que o autismo é denominado como uma doença mental, caracterizada por diversas áreas do cérebro não estarem em correcto funcionamento. Contudo uma área específica deste mesmo, o córtex pré-frontal é dotada de um desenvolvimento anormal, algo superior, algo que se encontra acima da média…O desenvolvimento anormal desta específica área leva a certas capacidades mentais superiores, tais como por exemplo na área da memória e do cálculo…Ninguém neste mundo que seja perfeitamente normal, é capaz de decorar seis baralhos de cartas…Contudo tudo o que é fora do normal, tem um preço…Estas pessoas vivem mentalmente num mundo à parte, com uma rotina muito própria e característica…Desde o estabelecer de uma hora para comer até às horas de ir dormir, ou até mesmo o local onde estas têm que comprar as suas próprias cuecas…Aqui está a prova real que o cérebro é fruto de todo o nosso comportamento…Desde o mais simples, até ao mais complexo…Simplesmente uma alteração na estrutura funcional do cérebro de um individuo  leva-o à alteração comportamental de todo o seu ser …Biologicamente totalmente aceites como seres humanos, contudo psicologicamente e socialmente algo diferentes…Para estas pessoas o muito de saber de X é a degradação do saber de Y…
O mundo continua a palpitar…O nosso cérebro continua a desenvolver-se a uma velocidade impressionante, que nós próprios nem damos conta de tal, pensando de certa forma que a lentificação e correspondentemente a lentidão esteja totalmente associada ao seu todo…
Muitas potencialidades para descobrir, muitos comportamentos humanos para se descodificar… Contudo ambos os enigmas se juntam numa só questão que nos percorre ao longo dos tempos: “ Qual a especificidade do nosso cérebro?”
 
 
 
                                                   Henrique Aidos; Reflexão "Funcionamento Cerebral X Comportamento Humano"

domingo, 26 de dezembro de 2010

Efeito Pigmalião






A questão do efeito pigmalião remete-nos indubitavelmente de certa forma para a área da formação das nossas impressões para com os outros...
Os professores através da formação de diferentes impressões perante os seus alunos, irão assim apresentar diferentes comportamentos para com os mesmos, já que geralmente, para cada impressão, um comportamento específico... Temos que reparar que a formação das impressões e os respectivos adventícios comportamentos que se tomam perante os alunos em nada é algo imparcial... Estes formam-se através dos princípios do professor, de aquilo que lhe incutiram na infância, de aquilo que ele acha melhor ou não, consoante os seus valores, entre outros... A formação das impressões é um processo natural que dificilmente é alterado, tal como os comportamentos que se lhe juntam…Logo um professor cria sempre distinções entre os alunos, dando mais atenção e estimulação a uns do que a outros…É impossível que não haja estas distinções… Doravante temos que também ter uma grande atenção perante os alunos…Os alunos são também personalizados de princípios e valores, que podem ou não corresponder àquilo que os professores eventualmente esperavam deles…Simplesmente um professor pode estimular um aluno que ache que é muito inteligente, mas o aluno nem se quer o gosta de ouvir, pelo que não lhe liga nenhuma e está-se a “borrifar” para o mesmo, não ligando nada aos estudos e consequentemente não tirando boas notas … O efeito pigmalião não é colinear…Cada situação tem uma certa especificidade
Recorramos a uma experiência mental para entendermos aquilo que pretendo transmitir: o Toni Paulo é um professor que lecciona uma turma do segundo ano da Escola Primária de Cinfães… Este no inicio do ano apresentou-se á sua turma, e a turma também se apresentou ao mesmo… A turma era constituída por dois elementos, o José e o Hugo, que tinha a alcunha de” Coelho”… O “Coelho” era um rapaz que vivia numa das aldeias dos arredores de Cinfães, filho de pais agricultores vivia sobre condições precárias, somente tomava 2 vezes banho por semana (e quando tomava), vinha para a escola sempre com a mesma roupa muitas vezes já enegrecida e borrada de tanto uso, nas suas narinas era visível sempre um muco esverdeado que metia nojo a quase toda a gente…Era um individuo que na sua maior parte das vezes vivia excluído da população da vila… Pelo contrário, o José era um rapaz que tinha vindo de Cascais com os seus pais diplomatas, e se tinha alojado na vila, numa moradia luxuosa…Andava sempre bem cheiroso, vestia roupas de marca e, no seu geral era um “garanhão” na escola primária… O professor que dizia que nunca fazia diferenças entre alunos por causa das suas aparências e classes sociais, agia de forma incrivelmente contrária ao que dizia…O primeiro período iniciou-se e criou-se uma desigualdade tremenda entre os dois: o professor Toni Paulo dava muita mais atenção ao José, quando o José acertava uma questão merecia sempre um rebuçado, enquanto que quando o Coelho acertava já não o merecia; este falava de forma mais doce e confiante para o José, enquanto que para o Coelho ia sempre uma mensagem de desconfiança e inutilidade… O primeiro teste foi dado…Os alunos fizeram-no e depois o professor corrigiu-os…Quando os entregou os alunos tinham a mesma nota: 17 valores… O que retirar desta experiência mental?
Em primeiro lugar temos que notar que o Professor Toni Paulo estava incutido de valores e ideias que faziam com que tratasse os dois alunos de forma diferente…Mesmo este sabendo que de certo modo estava a agir mal e que se alterasse o seu comportamento poderia até estar a ajudar tanto o José e o Coelho da mesma forma, este de certo modo não conseguiria tirar as sua distinções, pois é algo intrínseco que o persegue, algo possivelmente que se construiu durante a sua infância por grupos específicos que sempre o “envolveram” e que lhe incutiram tal valor… Possivelmente alguém lhe poderia fazer o seu comportamento, mas era muito difícil… Em segundo e por último, temos que ter em atenção a nota que o José e o Coelho tiveram. A nota que o Coelho teve, prova que não é só por um professor estimular mais um aluno do que o outro, que o que foi mais estimulado é melhor aluno do que o outro que não foi… Neste caso o Coelho sempre foi indiferente ao que o professor Toni Paulo disse, pelo que encarou de forma indiferente do tratamento que recebia…Deste modo as sua características intelectuais, mentais e cognitivas não forma afectadas, pelo que este consegui tirar uma boa nota… Assim podemos dizer que o efeito pigmaleão não é colinear, pois depende de quem expõe as expectativas, mas mais do que estes ainda estão as pessoas que têm que corresponder a essas expectativas…



                                      Henrique Aidos, "Reflexão Efeito Pigmalião"

Crianças Selvagens- "Victor de Aveyron"

(...) questão epistemológica entre o inato e o adquirido, que dominou o panorama cientifico dos anos 50 no século XX. O “menino selvagem” (...) apareceu a 9 de Janeiro de 1800, a partir de uns bosques franceses, mais precisamente localizados junto da vila de Saint-Serin, situada no Sul de França. Ninguém declarou ser seu pai, ninguém reclamou ser sua mãe.

domingo, 5 de dezembro de 2010

A Música...

A música é algo já intrínseco que nos percorre o sangue...Qual é o Ser Humano capaz de viver isolado de certa forma dos sons que compõem o mundo? Sinceramente acho que nenhum...
Grandes questões se levantam...Afinal qual será a especificidade da música?

domingo, 24 de outubro de 2010

Os mineiros do Chile...O que achar?




O rosto personificado de figuras de todos os países reuniram-se frente ao ecrã de certa forma algo intensiva ou extensiva… Os trinta e três actores principais debatem-se no ecrã, ou no palco assim dizendo, á espera de uma mão salvadora. Muitas das vezes bastam pequenos sopros de confiança sobre o coração para manter a esperança da vida, tal como o Papa Bento XVI o tentou transmitir a estes sujeitos, hoje mundialmente conhecidos.
Todavia, o que pretendo transmitir não é o algo na tal mina, não quero demonstrar o brutesco de tal situação, mas sim o verdadeiro sentido da mina e do brutesco da situação.
Verdade inevitável é dizer que estes homens de Deus tinham que ser salvos… Monstruosidade seria não prestar atenção a um conjunto de indivíduos que substancialmente estavam enterrados vivos. A ética percute-nos a uma concepção sagrada da vida, algo que de certeza forma deve ser preservada e intensificada até às últimas das ínfimas hipóteses e consequências. Atitude correcta do governo chileno ao não tomar meias medidas para criar uma sensibilização mundial para aquilo que foi nos últimos tempos o deserto do Atacama…
Porventura, tal como eu costumo dizer, o cerne da questão não reside neste estrato…O que determinantemente me inquieta é a possível manipulação que o governo chileno possa ter feito sobre a sociedade…Temos que abranger todas as hipóteses, e uma dessas pode verdadeiramente passar no facto de ter sido os próprios “media” a ter globalizado tal situação, criando de certa forma alguma, um género de pressão psicológica e política que levou ao mesmo governo tomar tanta ênfase sobre os homens do Chile…
Muitos senhores , ou senhoras que estejam a ler minhas palavras podem de certa forma pensar que estou a tomar uma posição absolutamente  radical, contudo tem uma razão no seu ínfimo ser. Sensivelmente, minha mente remete-me á recordação passiva das milhares e milhares e milhares de pessoas, indivíduos os quais sua alma suspirou sem culpa alguma, figuras que morrem de fome, doenças e conflitos, mas que no entanto caiem no esquecimento do cujo estado…Porque não pensar, que um mesmo outro dinheiro que foi gasto em tal missão complexa, que indubitavelmente dispendiou milhares e milhares de euros, fosse canalizado para estas almas que á muito estão “adormecidas” do nosso Mundo? A nossa consciência incontroladamente, leva-nos a dizer que sim…
Igualmente podemos olhar o sentido hipócrita de diversos países que exprimiram o seu apoio “ solidário” e monetário perante tal obra. Tudo nos remete a pensar nos problemas existenciais que nesses mesmos países ainda existem e ainda têm que ser colmatados. Mas o que se há-de fazer afinal? Alguém tem que tirar proveito de tal situação…
De certa forma alguma nunca me voltarei contra para aqueles que sinceramente e verdadeiramente foram uns verdadeiros heróis…Sem dúvida que deles regurgitou uma nova semente de esperança para o mundo actual que gravemente se encontra em fase de ruptura…
Ninguém consegue moldar corações nem tal transplantá-los…Tudo depende de aquilo que aprendemos e filtramos...



                                                                                  Reflexão"Os mineiros do Chile...O que achar? " de Henrique Aidos     

Clonagem & "O que virá de bom e de pior?"- Análise do filme "GodSend"

 
O mundo do qual emerge as formas biológicas mais complexas, até agora somente e unicamente conhecidas, é o próprio “canto” em que nós habitamos. Esse tal canto, mais do que porção de terra e água, esconde e suporta aquilo que hoje são dos maiores segredos e incógnitas que a humanidade questiona. A divisão entre o que é correcto e consequentemente que é beneficiável e o que não é correcto, logo sendo assim prejudicial, está a começar a ser plantada e estruturada.
O barco que transporta aquilo que é o berço da nossa origem e o que é hoje o que nós somos, revela mesmo à nossa frente a imagem de uma questão ética sem igual. Algo de certo modo invisível, mas indubitavelmente sustentador de uma moeda de duas faces para o futuro imediato.
Tudo começou há cerca de 3,4 milhões de anos, quando ainda o planeta, imaturamente, ainda se encontrava numa fase de crescimento e de diferenciação. A chuva enegrecida era a rotina de cada dia, pelo que água e somente água formava aquilo a que hoje chamamos Terra. Os oceanos formaram-se, e, nas profundezas de estes mesmos desencadearam-se as primeiras reacções químicas que viriam a formar as primeiras formas de vida, as cianobactérias. Estes simples microrganismos de alguma forma, algo de intrinsecamente genético os percutiu, que através de algum processo teriam que continuar a dar azo à vida que se tinha instaurado. Desta forma surgiu um processo, no qual os gastos de energia eram mínimos em relação ao meio a que se apresentavam. A rapidez também pesou na questão…Tinha-se que assegurar a vida! E BUM… Um produto genuíno, um ser igual ao seu progenitor, tanto a nível físico, como genético… Assim nasceu um clone, assim de certo algo modo nasceu a clonagem reprodutiva…
Tal processo chega-nos até aos dias de hoje, tal como aconteceu há milhares e milhares de anos. A maior parte dos seres vivos como espécies, e principalmente as bactérias, presentearam a sua história evolutiva com base na clonagem… Resultado notório…Calcula-se que milhões e milhões de espécies de bactérias ainda estão por descobrir no seu ser…
Sendo tal questão milenar, qual o porquê de tanto alarido em torno da mesma?
O homem conseguiu transpor as barreiras biológicas. Em 1996, o primeiro mamífero foi clonado: Ian Wilmut e a sua equipa conseguiram “trazer” ao mundo a ovelha Dolly.
A transposição do processo em nada deve ser difícil para a forma de vida “racional”. A tentação de abrir a caixa de Pandora é grande. Que perigos ou benefícios esconderá?
O cerne da questão baseia-se de todo numa experiência mental que nós próprios teremos que ter capacidade de a construir. Tal como o filme, “Godsend” nos leva a outro mundo subconsciente onde este método é dado como possível…
Imagine-se então uma sociedade futurista… Uma civilização em que os casais têm o livre direito de optar pelo processo de clonagem reprodutiva, quer por opção, quer por motivos alheios. Infelizmente nesta concepção, nesta sociedade imaginada, os casais sofrem de uma grande taxa de infertilidade muitos perderam os seus filhos quando ainda eram pequenos. Igualmente, animais que outrora eram dados como extintos, têm a possibilidade de voltar á vida…
Sem dúvida alguma que aqueles casais que por motivos de infertilidade puderam obter um filho genética e fisicamente igual a um deles ou a outro indivíduo, trouxe um bem próprio e de certa forma geral. Um sonho tornado realidade, o filho tão querido, surge à vida. Genericamente se fossemos protectores da ideia de que o que interessa no bem da humanidade é o bem-estar das pessoas, sem dúvidas teríamos que dar esta prática como aceite. Contudo temos que olhar para o outro lado humano: estes seres, nesta fisionomia também eram rejeitados e maltratados por um conjunto de pessoas que os achavam algo de inferior. Desta maneira, muitos destes clones, foram alvo de violência e exclusão, muitos perderam a vida devido à euforia de indivíduos extremistas. Parte da mensagem que o filme nos quer transmitir, já que ao longo do mesmo há um medo notoriamente descrito pelos pais, de o seu filho, Adam, ser dado como a sua verdadeira identidade, e consequentemente que seja alvo deste tratamento.
Nestas condições a clonagem, sem dúvida alguma, não poderia ser dada como algo virtuoso, já que haveria seres, tal e qual como nós, com os mais diversos sentimentos, emoções, memória, entre outros, que iriam estar constantemente a ser alvo de atrocidades e maus tratos… Muitos sofreriam sem causa justificável alguma…
Outro inconveniente, pode perfeitamente passar no sentido de que os indivíduos que criaram um ser genética e fisicamente iguais a si nesta sociedade, não suportem ao fim de x anos alguém que possivelmente até nos gostos e crenças eram idênticas a si mesmo. Iriam então surgir sem dúvida alguma, maus tratos em massa… Os abandonos começariam a ser algo normal neste grupo. Os clones passaram a ser brinquedos…Será tal situação eticamente correcta?
Centrando-nos mais objectivamente no caso que nos é apresentado no filme, podemos observar consequências tais e quais como as apresentadas anteriormente, porventura mais questões se podem levantar, respectivamente no foro genético. Imagine-se então, que na nossa experiência mental, na sociedade idealizada, que é possível criar um clone a partir do ADN das células de dois indivíduos que já morreram e que durante a vida deste mesmo clone, este irá reviver e demonstrar os actos e vivências que anteriormente os seus “progenitores” viveram. Tal como já foi referido anteriormente, sem dúvida que a ressuscitação parcial de dois indivíduos iria trazer sem dúvida, uma alegria e bem-estar para as pessoa que o rodeiam, mas também os ditos problemas viriam. Contudo a base do maior problema consistiria nas recordações que este teria da vida anterior: o mal que este cometera, irá fazê-lo igualmente nesta vida, e desta forma, se por exemplo, tal matou uma pessoa na vida anterior, igualmente irá matar nesta nova realidade. Mesmo que seja agora de uma forma inconsciente, matar alguém, seja de que ponto de vista for, é altamente incorrecto. Igualmente porque não pensar, num doutor maluco, o “Doutor X”, que iria recriar figuras do mal, antepassados que mataram milhões e milhões de pessoas e que quase destruíram o mundo. Basta olhar e repensar o que seria Adolf Hitler nesta nova concepção. Em suma indubitavelmente temos a certeza que a recriação do mal, nunca traria um bem geral para a comunidade.
Olhemos por último, para o caso dos animais em vias de extinção, ou mesmo extintos, que puderam voltar à vida. Sem dúvida alguma seria bom reviver ou recuperar algumas espécies, contudo temos que referenciar o factor natureza e ecossistema global. Tudo o que acontece na natureza em nada é por acaso e muitas das extinções ocorrentes, quer a nível natural como por causa humana, foi para restabelecer um sistema em homeostasia. A recuperação destas espécies poderia vir a alterar de forma séria o sistema natural, podendo mesmo levar à sua ruptura. Também podemos pensar novamente no caso do “Doutor X”, em que este deliberadamente decide recria um animal com uma forma de pensar e racionalização superior à nossa, meio animal, meio humano… Possivelmente poderíamos vir a ser dominados por tal organismo…
Concluindo, tudo que escrevi, não passa de uma possível suposição feita na minha mente, do que poderá acontecer se abrirmos a tal dita caixa de Pandora. Tudo ou nada poderá vir a acontecer… A surpresa espera-nos dentro do ovo…
 
 
                                         " Clonagem & "O que virá de bom e de pior?" de Henrique Aidos  
 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Godsend (O enviado)


Ano: 2004 
País: EUA, Canadá 
Género: Drama, Terror, Ficção Científica
Realização: Nick Hamm
Intérpretes: Greg Kinnear, Rebecca Romijn, Robert De Niro, Cameron Bright
 

Sinopse
 
Paul (Kinnear) e Jessie (Romijn-Stamos) perderam o filho de 8 anos num trágico acidente. Ao preparar o funeral, o Dr. Richard Wells (De Niro) apresenta-lhes uma proposta: clonar o filho. Apesar das questões legais e éticas, o casal aceita a proposta e muda-se para uma pequena cidade. A infância da criança prossegue com normalidade, até ao dia que completa 8 anos...




Aqui fica a ficha de um filme, que em todo o seu ser se relaciona com a moeda de duas faces que esconde a clonagem reprodutiva do futuro... A caixa de Pandora está prestes a ser violada...O que acontecerá?
Espero o mais rapidamente possível, poder dar a minha opinião sobre o mesmo filme e assunto, respondendo á dita questão que tanto dá para falar...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Clonagem...Um avanço na ciência, ou um instinto de sobrevivência????



 " O Ser Humano, comparado a um relógio Biológico, que retrata a história da Terra, somente e insignificantemente, é uns poucos segundos que regurgitaram ao acaso, uma pura sorte do destino, pelo que nada podemos dizer sobre o nosso mundo, nem determinar as Leis da Vida. "



                                                        Henrique  ( Ensaio Filosófico A Clonagem )






Será que um dia poderemos ser todos iguais?
                                                                        


Actualmente, a clonagem, é tema de um dos maiores debates éticos de todo sempre...Tudo o que podemos pensar hoje em dia e em gerações futuras acerca do assunto, irá se revelar incognitamente numa moeda de duas faces...Afinal o que é que o Ser Humano deve pensar???
Aqui fica a minha simples opinião...







Clonagem, a moeda de duas faces.







Algo ante nós, na Terra que nós pisamos ressoa o coração do Mundo, com de certo modo, nós com a infelicidade de apenas visionar-mos aquilo que nos rodeia…Simplesmente o nosso espírito, a nossa alma não consegue olhar para além das fronteiras…Um coração que respira vida, um sistema, mais que um órgão principal, que é mais do que constituído pelo Miocárdio, as aurículas e os ventrículos…Algo mais do que uma parte física palpável, mas sim uma alma, um espírito que se envolve sobre os seres humanos que relata uma história conjugal, uma gravação nas pedras da memória terrestre...Memórias que relatam a forma de vida mais complexa de sempre. História, lendas e mitos que desde á sete milhões de anos atrás se formaram a partir das vivências mais vividas a partir, sensivelmente dos Australopitecos. Conjunto de vivencias milenares, que sem nos apercebermos atravessaram séculos e milénios e que hoje, incrivelmente, se encontram encerrados no nosso núcleo celular de cada célula do nosso corpo, desde as mais simplória, até ás mais complexas, o ADN celular. Porventura, mais do que uma recordação de uma experiência que corre pela mente de todos os seres humanos, há algo que une e liga a geração Homo, mais do que um instinto, a sobrevivência.
Porque não pensar, afinal numa sociedade futura, em que o seu instinto de sobrevivência alcançou limites impensáveis, e que nunca se pensaram atingir??? Um instinto que leva á própria degradação do Homem futurista, um conjunto de valores, de relações que são violadas e que afinal mostram o degradante e a fragilidade que é o Homem. A inteligência do Homem que levou á própria degradação do Homem, e da vida Humana, e em vez de evoluir o seu instinto de sobrevivência de uma forma sustentável que zela pelo bem comum de uma população em geral, apenas relata a sede, a ambição de chegar mais alto sem quais queres regras ou limites. Mas afinal o que faz de nós detentores da vida eterna? Simplesmente uns assassinos de nós próprios, sem consciência de tal algo, somente cegos! O uso de clones humanos para a sobrevivência de uma população consumista, que envolve a morte destes mesmos, igualmente racionais e detentores de toda a sabedoria milenar, pode-se dizer de certo algo modo vai contra os princípios éticos defendidos, e debatidos ao longo dos tempos. Os clones, tal como nós, Humanos sentem a dor e igualmente expressam, desde os mais ténues ao mais vividos sentimentos. Logo nada podemos dizer e afirmar que os clones são superiores ou inferiores a nós, e os determinarmos como uma raça inferior. Não podemos tratar estes como animais, e os impormos a um mundo irreal, um mundo de censura, de dores insuportáveis, e mais angustiante o direito á vida! A vida no seu máximo ínfimo poder, é um dom que deve ser respeitado a todos os seus níveis, a todos os organismos do Mundo, pois estes fazem parte de uma evolução, de uma história…
O Ser Humano, comparado a um relógio Biológico, que retrata a história da Terra, somente e insignificantemente, é uns poucos segundos que regurgitaram ao acaso, uma pura sorte do destino, pelo que nada podemos dizer sobre o nosso mundo, nem determinar as Leis da Vida.






domingo, 12 de setembro de 2010

A pobreza...Será que temos o dever ético de ajudar os pobres?

O Mundo continua numa azáfama permanente...Cada vez mais o Ser Humano dos países desenvolvidos ( e não só ) começa a questionar, sem o saber,das maiores incógnitas que o Universo esconde... Será que as pessoas com mais posses a todos os níveis, têm o dever ético de ajudar as mais pobres????O que nos leva a questionar tal coisas????
Se para existir uma classe alta, sem dúvida tem que existir uma classe baixa...Mas as opiniões das classes mais poderosas divergem entre si perante os pobres...Porque não pensar que os próprios pobres, estão divididos em subclasses sociais????
A todas estas questões pretendo dar a minha opinião de uma forma geral...Contudo, torna-se somente uma opinião através de um ensaio filosófico que eu próprio " construí " ...




                                                                            




A pobreza… Quem é que ás vezes ao passar na rua, não repara no pobre homem, ou mulher que está a mendigar, com um conjunto de trapos e uma cesta?
A pobreza é um problema, um debate, um tornado de ideias, que tem percorrido insaciavelmente a história do Mundo…Desde os tempos mais remotos, desde as sociedades antigas que houve sempre aquela distinção entre o pobre e o rico...
Mas porque esta distinção? Porquê a existência de desigualdades? Porquê a existência do pobre? Será correcto haver esta distinção? Será correcto, ou não ajudar-mos um simples pobre? Será que devemos continuar com o preconceito, que não devemos ajudar o pobre da rua?
A este conjunto de questões, a este problema, a este Tabu que eu pretendo responder, ou melhor, dar a minha simples e mera opinião…Pretendo avaliar este problema de várias perspectivas…
Para mim, o nosso Mundo é feito por três grupos de pessoas. O primeiro grupo formado pelas pessoas que querem, gostam, sonham e anseiam de fazer algo mais. Aquelas que têm o espírito de sacrifício e de humildade, aquelas que não se contentam por lhe dizerem que o seu trabalho é bom, e sim que gostam de ouvir que o seu trabalho é excelente, aquelas que não se cansam e adoram ouvir o que as outras dizem. O segundo grupo, formado pelas pessoas malandras, que não gostam de trabalhar e sim viver á custa dos outros, viver á custa das esmolas que os outros lhes cedem… E o terceiro grupo formado pelas pessoas, que apesar de poderem ter a ambição de serem alguém, de querer vir a poder fazer algo da vida, não o podem por variadas razões. Ou porque não tinham as condições financeiras necessárias, ou porque os pais não o deixaram, ou porque por exemplo sofriam de uma doença ou deficiência grave…
Para mim, é segundo esta distinção entre estes grupos, mais propriamente entre os dois últimos grupos que devemos avaliar quem sim ajudar, a quem sim dar incentivos quer monetários, quer afectivos, quer morais…
Para mim, aquelas pessoas que pertencem ao segundo grupo, as malandras que nada querem fazer da vida, querem viver á custa dos outros, e não têm ambições para a vida, são aquelas que não devem ser ajudadas de alguma forma, porque não fazem nada por si próprios, não têm futuro para a vida… Para mim estas pessoas vieram ao mundo para ver andar os outros, para eles a vida não faz sentido, nem fazem nada para esta, a mesma, ter sentido…
Por outro lado, para mim as pessoas do terceiro grupo, aquelas que têm o seu espírito de ser alguém na vida, aquelas que tentam lutar por uma vida melhor, aquelas que apesar de quererem sair da miséria e da pobreza, ou pelo menos sonham por isso, mas não o conseguem, devido a dificuldades de qualquer tipo…Sim essas é que devem ser ajudadas…
Quanto ao primeiro grupo, que eu deixei de parte um pouco ao longo do texto, só tenho uma coisa a dizer…são as pessoas pertencentes a este grupo, que sabem o que é a miséria, sabem o que é sofrer, sabem o que é o espírito de humildade sabem o que é sonhar por uma vida melhor, ou seja já passaram mais ou menos por uma vida de um pobre. São estes que têm a obrigação e o dever de olhar por aqueles que mais precisam.
No decorrer do texto, ao decorrer da elaboração da pequena obra, deparei-me que fui em parte injusto no que disse… Será que aquelas pessoas a que eu chamei malandras, isentas de espírito de humildade e sacrifico e “ sanguessugas” tiveram culpa disso? Será que a forma de elas serem assim, não é da educação que porventura lhes deram? Será que afinal, então não devemos ajudar estes pobres, dando-lhes uma oportunidade de conseguir ver o que há de belo em viver e sonhar a própria vida? É neste dilema que eu concluo este texto, ficando nesta pequena, mas grande duvida…

Uma frase, mais do que mil palavras...

Aqui começa uma nova iniciativa...
Ás vezes uma simples frase, vale mais do que um texto e até mesmo do que um Ensaio Filosófico...Frases que levam á procura da paz do coração, a alegria, a simplicidade, a misericórdia...
Baseando-me por uma passagem marcante que tive por Terras de França, nomeadamente Taizé, uma comunidade Ecuménica que vive na máxima plenitude com a paz e a esperança, transcrevo para o nosso Blogue uma frase simbólica por semana da autoria de diversas identidades ilustres, das quais o fundador da Comunidade de Taizé (Irmão Roger Schutz (1915-2005)) que sempre ouviu e ouve quem o procura, nem sempre através da fala, mas também sim, das simples palavras.









" Amar é uma palavra frequentemente maltratada. Amar, é fácil de dizer. Viver o amor que perdoa é algo completamente diferente. "


                                                                                                      Irmão Roger  







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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Aqui começa um Blogue...

Era uma vez...

Tudo tem um início...Tal como Lavoisier dizia : " Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma "...Com base nestas palavras adaptamos à parte do Mundo, a ideia de milhares de pessoas, a de mudar algo para melhor...Pretendemos não só uma transformação metamórfica na área do conhecimento e do saber, mas sim na parte de olhar para o subconsciente de uma pessoa, e lhe ver o coração a sorrir...
Queremos vaguear nas palavras, no sentir, imaginar e olhar...

Era uma vez um blogue... :)