domingo, 24 de outubro de 2010

Os mineiros do Chile...O que achar?




O rosto personificado de figuras de todos os países reuniram-se frente ao ecrã de certa forma algo intensiva ou extensiva… Os trinta e três actores principais debatem-se no ecrã, ou no palco assim dizendo, á espera de uma mão salvadora. Muitas das vezes bastam pequenos sopros de confiança sobre o coração para manter a esperança da vida, tal como o Papa Bento XVI o tentou transmitir a estes sujeitos, hoje mundialmente conhecidos.
Todavia, o que pretendo transmitir não é o algo na tal mina, não quero demonstrar o brutesco de tal situação, mas sim o verdadeiro sentido da mina e do brutesco da situação.
Verdade inevitável é dizer que estes homens de Deus tinham que ser salvos… Monstruosidade seria não prestar atenção a um conjunto de indivíduos que substancialmente estavam enterrados vivos. A ética percute-nos a uma concepção sagrada da vida, algo que de certeza forma deve ser preservada e intensificada até às últimas das ínfimas hipóteses e consequências. Atitude correcta do governo chileno ao não tomar meias medidas para criar uma sensibilização mundial para aquilo que foi nos últimos tempos o deserto do Atacama…
Porventura, tal como eu costumo dizer, o cerne da questão não reside neste estrato…O que determinantemente me inquieta é a possível manipulação que o governo chileno possa ter feito sobre a sociedade…Temos que abranger todas as hipóteses, e uma dessas pode verdadeiramente passar no facto de ter sido os próprios “media” a ter globalizado tal situação, criando de certa forma alguma, um género de pressão psicológica e política que levou ao mesmo governo tomar tanta ênfase sobre os homens do Chile…
Muitos senhores , ou senhoras que estejam a ler minhas palavras podem de certa forma pensar que estou a tomar uma posição absolutamente  radical, contudo tem uma razão no seu ínfimo ser. Sensivelmente, minha mente remete-me á recordação passiva das milhares e milhares e milhares de pessoas, indivíduos os quais sua alma suspirou sem culpa alguma, figuras que morrem de fome, doenças e conflitos, mas que no entanto caiem no esquecimento do cujo estado…Porque não pensar, que um mesmo outro dinheiro que foi gasto em tal missão complexa, que indubitavelmente dispendiou milhares e milhares de euros, fosse canalizado para estas almas que á muito estão “adormecidas” do nosso Mundo? A nossa consciência incontroladamente, leva-nos a dizer que sim…
Igualmente podemos olhar o sentido hipócrita de diversos países que exprimiram o seu apoio “ solidário” e monetário perante tal obra. Tudo nos remete a pensar nos problemas existenciais que nesses mesmos países ainda existem e ainda têm que ser colmatados. Mas o que se há-de fazer afinal? Alguém tem que tirar proveito de tal situação…
De certa forma alguma nunca me voltarei contra para aqueles que sinceramente e verdadeiramente foram uns verdadeiros heróis…Sem dúvida que deles regurgitou uma nova semente de esperança para o mundo actual que gravemente se encontra em fase de ruptura…
Ninguém consegue moldar corações nem tal transplantá-los…Tudo depende de aquilo que aprendemos e filtramos...



                                                                                  Reflexão"Os mineiros do Chile...O que achar? " de Henrique Aidos     

Clonagem & "O que virá de bom e de pior?"- Análise do filme "GodSend"

 
O mundo do qual emerge as formas biológicas mais complexas, até agora somente e unicamente conhecidas, é o próprio “canto” em que nós habitamos. Esse tal canto, mais do que porção de terra e água, esconde e suporta aquilo que hoje são dos maiores segredos e incógnitas que a humanidade questiona. A divisão entre o que é correcto e consequentemente que é beneficiável e o que não é correcto, logo sendo assim prejudicial, está a começar a ser plantada e estruturada.
O barco que transporta aquilo que é o berço da nossa origem e o que é hoje o que nós somos, revela mesmo à nossa frente a imagem de uma questão ética sem igual. Algo de certo modo invisível, mas indubitavelmente sustentador de uma moeda de duas faces para o futuro imediato.
Tudo começou há cerca de 3,4 milhões de anos, quando ainda o planeta, imaturamente, ainda se encontrava numa fase de crescimento e de diferenciação. A chuva enegrecida era a rotina de cada dia, pelo que água e somente água formava aquilo a que hoje chamamos Terra. Os oceanos formaram-se, e, nas profundezas de estes mesmos desencadearam-se as primeiras reacções químicas que viriam a formar as primeiras formas de vida, as cianobactérias. Estes simples microrganismos de alguma forma, algo de intrinsecamente genético os percutiu, que através de algum processo teriam que continuar a dar azo à vida que se tinha instaurado. Desta forma surgiu um processo, no qual os gastos de energia eram mínimos em relação ao meio a que se apresentavam. A rapidez também pesou na questão…Tinha-se que assegurar a vida! E BUM… Um produto genuíno, um ser igual ao seu progenitor, tanto a nível físico, como genético… Assim nasceu um clone, assim de certo algo modo nasceu a clonagem reprodutiva…
Tal processo chega-nos até aos dias de hoje, tal como aconteceu há milhares e milhares de anos. A maior parte dos seres vivos como espécies, e principalmente as bactérias, presentearam a sua história evolutiva com base na clonagem… Resultado notório…Calcula-se que milhões e milhões de espécies de bactérias ainda estão por descobrir no seu ser…
Sendo tal questão milenar, qual o porquê de tanto alarido em torno da mesma?
O homem conseguiu transpor as barreiras biológicas. Em 1996, o primeiro mamífero foi clonado: Ian Wilmut e a sua equipa conseguiram “trazer” ao mundo a ovelha Dolly.
A transposição do processo em nada deve ser difícil para a forma de vida “racional”. A tentação de abrir a caixa de Pandora é grande. Que perigos ou benefícios esconderá?
O cerne da questão baseia-se de todo numa experiência mental que nós próprios teremos que ter capacidade de a construir. Tal como o filme, “Godsend” nos leva a outro mundo subconsciente onde este método é dado como possível…
Imagine-se então uma sociedade futurista… Uma civilização em que os casais têm o livre direito de optar pelo processo de clonagem reprodutiva, quer por opção, quer por motivos alheios. Infelizmente nesta concepção, nesta sociedade imaginada, os casais sofrem de uma grande taxa de infertilidade muitos perderam os seus filhos quando ainda eram pequenos. Igualmente, animais que outrora eram dados como extintos, têm a possibilidade de voltar á vida…
Sem dúvida alguma que aqueles casais que por motivos de infertilidade puderam obter um filho genética e fisicamente igual a um deles ou a outro indivíduo, trouxe um bem próprio e de certa forma geral. Um sonho tornado realidade, o filho tão querido, surge à vida. Genericamente se fossemos protectores da ideia de que o que interessa no bem da humanidade é o bem-estar das pessoas, sem dúvidas teríamos que dar esta prática como aceite. Contudo temos que olhar para o outro lado humano: estes seres, nesta fisionomia também eram rejeitados e maltratados por um conjunto de pessoas que os achavam algo de inferior. Desta maneira, muitos destes clones, foram alvo de violência e exclusão, muitos perderam a vida devido à euforia de indivíduos extremistas. Parte da mensagem que o filme nos quer transmitir, já que ao longo do mesmo há um medo notoriamente descrito pelos pais, de o seu filho, Adam, ser dado como a sua verdadeira identidade, e consequentemente que seja alvo deste tratamento.
Nestas condições a clonagem, sem dúvida alguma, não poderia ser dada como algo virtuoso, já que haveria seres, tal e qual como nós, com os mais diversos sentimentos, emoções, memória, entre outros, que iriam estar constantemente a ser alvo de atrocidades e maus tratos… Muitos sofreriam sem causa justificável alguma…
Outro inconveniente, pode perfeitamente passar no sentido de que os indivíduos que criaram um ser genética e fisicamente iguais a si nesta sociedade, não suportem ao fim de x anos alguém que possivelmente até nos gostos e crenças eram idênticas a si mesmo. Iriam então surgir sem dúvida alguma, maus tratos em massa… Os abandonos começariam a ser algo normal neste grupo. Os clones passaram a ser brinquedos…Será tal situação eticamente correcta?
Centrando-nos mais objectivamente no caso que nos é apresentado no filme, podemos observar consequências tais e quais como as apresentadas anteriormente, porventura mais questões se podem levantar, respectivamente no foro genético. Imagine-se então, que na nossa experiência mental, na sociedade idealizada, que é possível criar um clone a partir do ADN das células de dois indivíduos que já morreram e que durante a vida deste mesmo clone, este irá reviver e demonstrar os actos e vivências que anteriormente os seus “progenitores” viveram. Tal como já foi referido anteriormente, sem dúvida que a ressuscitação parcial de dois indivíduos iria trazer sem dúvida, uma alegria e bem-estar para as pessoa que o rodeiam, mas também os ditos problemas viriam. Contudo a base do maior problema consistiria nas recordações que este teria da vida anterior: o mal que este cometera, irá fazê-lo igualmente nesta vida, e desta forma, se por exemplo, tal matou uma pessoa na vida anterior, igualmente irá matar nesta nova realidade. Mesmo que seja agora de uma forma inconsciente, matar alguém, seja de que ponto de vista for, é altamente incorrecto. Igualmente porque não pensar, num doutor maluco, o “Doutor X”, que iria recriar figuras do mal, antepassados que mataram milhões e milhões de pessoas e que quase destruíram o mundo. Basta olhar e repensar o que seria Adolf Hitler nesta nova concepção. Em suma indubitavelmente temos a certeza que a recriação do mal, nunca traria um bem geral para a comunidade.
Olhemos por último, para o caso dos animais em vias de extinção, ou mesmo extintos, que puderam voltar à vida. Sem dúvida alguma seria bom reviver ou recuperar algumas espécies, contudo temos que referenciar o factor natureza e ecossistema global. Tudo o que acontece na natureza em nada é por acaso e muitas das extinções ocorrentes, quer a nível natural como por causa humana, foi para restabelecer um sistema em homeostasia. A recuperação destas espécies poderia vir a alterar de forma séria o sistema natural, podendo mesmo levar à sua ruptura. Também podemos pensar novamente no caso do “Doutor X”, em que este deliberadamente decide recria um animal com uma forma de pensar e racionalização superior à nossa, meio animal, meio humano… Possivelmente poderíamos vir a ser dominados por tal organismo…
Concluindo, tudo que escrevi, não passa de uma possível suposição feita na minha mente, do que poderá acontecer se abrirmos a tal dita caixa de Pandora. Tudo ou nada poderá vir a acontecer… A surpresa espera-nos dentro do ovo…
 
 
                                         " Clonagem & "O que virá de bom e de pior?" de Henrique Aidos  
 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Godsend (O enviado)


Ano: 2004 
País: EUA, Canadá 
Género: Drama, Terror, Ficção Científica
Realização: Nick Hamm
Intérpretes: Greg Kinnear, Rebecca Romijn, Robert De Niro, Cameron Bright
 

Sinopse
 
Paul (Kinnear) e Jessie (Romijn-Stamos) perderam o filho de 8 anos num trágico acidente. Ao preparar o funeral, o Dr. Richard Wells (De Niro) apresenta-lhes uma proposta: clonar o filho. Apesar das questões legais e éticas, o casal aceita a proposta e muda-se para uma pequena cidade. A infância da criança prossegue com normalidade, até ao dia que completa 8 anos...




Aqui fica a ficha de um filme, que em todo o seu ser se relaciona com a moeda de duas faces que esconde a clonagem reprodutiva do futuro... A caixa de Pandora está prestes a ser violada...O que acontecerá?
Espero o mais rapidamente possível, poder dar a minha opinião sobre o mesmo filme e assunto, respondendo á dita questão que tanto dá para falar...