O Mundo continua numa azáfama permanente...Cada vez mais o Ser Humano dos países desenvolvidos ( e não só ) começa a questionar, sem o saber,das maiores incógnitas que o Universo esconde... Será que as pessoas com mais posses a todos os níveis, têm o dever ético de ajudar as mais pobres????O que nos leva a questionar tal coisas????
Se para existir uma classe alta, sem dúvida tem que existir uma classe baixa...Mas as opiniões das classes mais poderosas divergem entre si perante os pobres...Porque não pensar que os próprios pobres, estão divididos em subclasses sociais????
A todas estas questões pretendo dar a minha opinião de uma forma geral...Contudo, torna-se somente uma opinião através de um ensaio filosófico que eu próprio " construí " ...
A pobreza… Quem é que ás vezes ao passar na rua, não repara no pobre homem, ou mulher que está a mendigar, com um conjunto de trapos e uma cesta?
A pobreza é um problema, um debate, um tornado de ideias, que tem percorrido insaciavelmente a história do Mundo…Desde os tempos mais remotos, desde as sociedades antigas que houve sempre aquela distinção entre o pobre e o rico...
Mas porque esta distinção? Porquê a existência de desigualdades? Porquê a existência do pobre? Será correcto haver esta distinção? Será correcto, ou não ajudar-mos um simples pobre? Será que devemos continuar com o preconceito, que não devemos ajudar o pobre da rua?
A este conjunto de questões, a este problema, a este Tabu que eu pretendo responder, ou melhor, dar a minha simples e mera opinião…Pretendo avaliar este problema de várias perspectivas…
Para mim, o nosso Mundo é feito por três grupos de pessoas. O primeiro grupo formado pelas pessoas que querem, gostam, sonham e anseiam de fazer algo mais. Aquelas que têm o espírito de sacrifício e de humildade, aquelas que não se contentam por lhe dizerem que o seu trabalho é bom, e sim que gostam de ouvir que o seu trabalho é excelente, aquelas que não se cansam e adoram ouvir o que as outras dizem. O segundo grupo, formado pelas pessoas malandras, que não gostam de trabalhar e sim viver á custa dos outros, viver á custa das esmolas que os outros lhes cedem… E o terceiro grupo formado pelas pessoas, que apesar de poderem ter a ambição de serem alguém, de querer vir a poder fazer algo da vida, não o podem por variadas razões. Ou porque não tinham as condições financeiras necessárias, ou porque os pais não o deixaram, ou porque por exemplo sofriam de uma doença ou deficiência grave…
Para mim, é segundo esta distinção entre estes grupos, mais propriamente entre os dois últimos grupos que devemos avaliar quem sim ajudar, a quem sim dar incentivos quer monetários, quer afectivos, quer morais…
Para mim, aquelas pessoas que pertencem ao segundo grupo, as malandras que nada querem fazer da vida, querem viver á custa dos outros, e não têm ambições para a vida, são aquelas que não devem ser ajudadas de alguma forma, porque não fazem nada por si próprios, não têm futuro para a vida… Para mim estas pessoas vieram ao mundo para ver andar os outros, para eles a vida não faz sentido, nem fazem nada para esta, a mesma, ter sentido…
Por outro lado, para mim as pessoas do terceiro grupo, aquelas que têm o seu espírito de ser alguém na vida, aquelas que tentam lutar por uma vida melhor, aquelas que apesar de quererem sair da miséria e da pobreza, ou pelo menos sonham por isso, mas não o conseguem, devido a dificuldades de qualquer tipo…Sim essas é que devem ser ajudadas…
Quanto ao primeiro grupo, que eu deixei de parte um pouco ao longo do texto, só tenho uma coisa a dizer…são as pessoas pertencentes a este grupo, que sabem o que é a miséria, sabem o que é sofrer, sabem o que é o espírito de humildade sabem o que é sonhar por uma vida melhor, ou seja já passaram mais ou menos por uma vida de um pobre. São estes que têm a obrigação e o dever de olhar por aqueles que mais precisam.
No decorrer do texto, ao decorrer da elaboração da pequena obra, deparei-me que fui em parte injusto no que disse… Será que aquelas pessoas a que eu chamei malandras, isentas de espírito de humildade e sacrifico e “ sanguessugas” tiveram culpa disso? Será que a forma de elas serem assim, não é da educação que porventura lhes deram? Será que afinal, então não devemos ajudar estes pobres, dando-lhes uma oportunidade de conseguir ver o que há de belo em viver e sonhar a própria vida? É neste dilema que eu concluo este texto, ficando nesta pequena, mas grande duvida…

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